Facebook Twitter Google +1     Admin

Se muestran los artículos pertenecientes al tema Humanismo Judaico-portugués.

A FIGURA DE SALOMÃO USQUE: A FACE OCULTA DO HUMANISMO JUDAICO-PORTUGUÊS

20070228022540-copia-de-grabado.jpg

António Andrade

Universidade de Aveiro/ Portugal

 

Palavras-chave:

Salomão Usque, Duarte Gomes, Petrarca, Humanismo judaico-português, Estudos sefarditas

Resumo:

Salomão Usque foi, desde sempre, uma figura bastante enigmática e controversa, cuja análise tem suscitado aos investigadores muitas dúvidas e poucas certezas. Por detrás deste homem invulgar, cujo percurso foi semelhante ao de tantos outros judeus portugueses, esconde-se uma das figuras mais destacadas do Humanismo português de Quinhentos, conhecida sob o nome de Duarte Gomes: poeta e mercador, médico e financeiro, professor e diplomata foram algumas das principais actividades que exerceu com igual distinção tanto na terra que o viu nascer como naquelas para onde se viu obrigado a partir.

Ficou a dever-se a Vasco Graça Moura a recente publicação de uma primorosa tradução em verso – a primeira integralmente plasmada na língua de Camões – das Rimas de Petrarca. No entanto, o reputado poeta e crítico literário nosso contemporâneo não foi o primeiro português a cometer o feito de apresentar uma tradução em verso da referida obra de Petrarca.

 

 

Salomão Usque publicou, em 1567, nos prelos venezianos de Niccolò Bevilacqua, a primeira tradução para língua castelhana de parte do Canzoniere de Petrarca. A obra em causa tem grava

... (... continúa )

OS SENHORES DO DESTERRO DE PORTUGAL. Judeus Portugueses em Veneza e Ferrara em meados do séc. XVI

20080623000053-marcadoimpressorduartepinel.jpg

António Manuel Lopes Andrade

Universidade de Aveiro[1]

 

 

A experiência e o capital adquiridos pelos judeus portugueses, sobretudo desde os primórdios da expansão portuguesa no século XIV, formaram uma comunidade capaz de aproveitar as novas e irrecusáveis oportunidades que iam surgindo em África, no Oriente, no Brasil e também nas colónias espanholas. A descoberta do caminho marítimo para a Índia constituiu um marco decisivo que veio revolucionar por completo todo o sistema em que assentava o comércio mundial de especiarias.

No virar do século, Portugal detém o mais vasto império alguma vez alcançado, assente numa relação bastante estreita e frutuosa entre poder e saber, que propiciou um avanço extraordinário em múltiplas áreas do conhecimento entre as quais se destacam a astronomia, a cartografia, a matemática ou a medicina. Os judeus portugueses, entretanto convertidos à força em cristãos-novos, mantêm-se, na sua grande maioria, no país e não são alheios a este projecto grandioso, em que participam com empenho e dedicação, tanto na produção de riqueza como de saber.

A expulsão dos judeus do território português, em 1497, executada de forma mais simulada

... (... continúa )
No hay comentarios. Comentar. Más...

A FÁBULA NA OBRA POÉTICA DE DIOGO PIRES

20080720012428-jaume-huguet-1462-75.jpg

António Manuel Lopes Andrade

Universidade de Aveiro

 

Diogo Pires encontra-se, com inteira justiça, entre os mais talentosos poetas novilatinos do século XVI. O humanista eborense, membro de uma destacada família de origem judaica, os Pires-Cohen, muito cedo deu provas do seu enorme talento enquanto poeta ao publicar – estava prestes a celebrar o seu vigésimo aniversário – várias composições em língua grega e latina num volume de homenagem a Erasmo, cuja edição esteve a cargo do notável humanista e impressor Rogério Réscio, poucos meses após a morte do Roterodamês[1]. Assim, no mês de Março de 1537, Diogo Pires assistia ao reconhecimento dos seus dotes poéticos, ao ver publicados vários epitáfios de sua autoria nesta obra colectiva em que participaram alguns dos mais consagrados humanistas da época, muitos deles ligados aos círculos erasmistas de Lovaina, entre os quais se contam André de Resende, Clenardo, H. Froben, Jean Morel, Juan Luis Vives, Petrus Nannius, S. Grynaeus ou Cornelius Graphaeus.

O humanista português percorreu um longo caminho, desde que saiu de Lisboa, em 1535, rumo a Antuérpia, até chegar a Dubrovnik, onde acabou os seus dias em finais do século. Ao longo da sua vida atribulada, porém, nunca deixou de se devotar, com maior ou menor intensidade, a duas actividades tão queridas de vários daqueles humanistas que com ele contribuíram para o volume publicado em memória de Erasmo: a poesia e o magistério.

A relação privilegia

... (... continúa )
No hay comentarios. Comentar. Más...

O TRATADO DE RE RUSTICA DE COLUMELA NA VERSÃO PORTUGUESA DE FERNANDO OLIVEIRA

20100624110740-estatua-de-columela-plaza-de-la-flores-cadiz.jpg

 

António Manuel Lopes Andrade / Carlos Morais

CLC — Universidade de Aveiro


 Artigo publicado em    «Fernando Oliveira: um Humanista Genial» 

Livro de homenagem oferece visão actualizada e global da vida e obra de Fernão de Oliveira

Para assinalar os 500 anos do nascimento de Fernando Oliveira, também conhecido por Fernão de Oliveira (c.1507-c.1582), cerca de 30 especialistas de várias áreas do conhecimento produziram um conjunto de ensaios que foram reunidos no livro «Fernando Oliveira: um Humanista genial», coordenado por Carlos Morais, docente do Departamento de Línguas e Culturas da UA.

Ao longo de mais de 600 páginas, distribuídas por quatro partes – o homem, o filólogo, o marinheiro, o historiador -, são analisados, não só a obra que o tornou mais conhecido entre nós (a primeira Gramática da Linguagem Portuguesa, de 1536), mas também outros escritos pioneiros que, em diferentes domínios do saber (estratégia militar, náutica, cartografia, construção naval, relato de viagens marítimas, agricultura e história), atestam a sua genialidade: a Arte da Guerra do Mar (1555), a Ars Nautica (c. 1570), o Livro da Fábrica das Naus (c. 1580), o relato da Viagem de Fernão de Magalhães, a tradução parcial do De re rustica de Columela, uma cópia incompleta da Arte de Grammatica da Lengu

... (... continúa )
No hay comentarios. Comentar. Más...



Dirección y Edición Mayte Díez Martín - Aquí se aloja el COLECTIVO PANDORA: profesionales en investigaciones histórico-genealógicas; hidalguías;paleografía; trabajos documentales,bibliográficos y archivísticos. Pulsar aquí

Blog creado con Blogia. Esta web utiliza cookies para adaptarse a tus preferencias y analítica web.
Blogia apoya a la Fundación Josep Carreras.

Contrato Coloriuris
Plantilla basada en el tema iDream de Templates Next